Wed
01/02
2012

Não dava muita coisa por esse filme, não! Posso soar bem babaca mas, depois do filme ‘Deixe ela entrar’ e da série ‘Skins’ eu comecei a ficar com o pé atrás pra qualquer coisa que os E.U.A. resolve ‘refazer’ simplesmente pelo fato de que não é americano. Nesses dois exemplos que dei, não vi diferença nenhuma – nem mesmo no cenário- da versão européia e da versão americana, e ai fui invadida por uma raiva pelos americanos que não tem capacidade de ver algo que não seja feito por eles. Desculpa, mas é verdade! Qual a dificuldade de comprar Skins britânico ao invés de refazer um com um sotaque diferente?! E qual a dificuldade de ler a LEGENDA? Ah vai, sueco nem é tão difícil de entender quando se fala inglês! Por favor!

De qualquer maneira, como esse post não é uma revolta contra a capacidade americana, vou dizer os dois reais motivos que me fizeram ir ao cinema ver ‘Os homens que não amavam as mulheres’:

1- O final da história é diferente do final do livro, e conseqüentemente, da versão sueca.

2- Uma entrevista que vi com a Rooney Mara falando sobre a preparação dela para o papel de Lisbeth Salander.

E tudo que eu digo agora é: AINDA BEM que eu encontrei dois motivos para ir ver esse filme! Ele é FANTÁSTICO!!

O filme tem 3 horas de duração mas você nem percebe esse tempo passar. Você fica tão absorvido na estória e no que vai acontecer que nem percebe que o tempo tá correndo, que a Coca que você tomou vai começar querer a sair e que a sua bunda já está ficando quadrada. A melhor prova que tive de que o filme é realmente bom é que fui ao cinema com duas amigas que tem gostos completamente diferentes. Uma é a Juliana, estudante de cinema que acha que é a nova Woody Allen, e a Bruna, que odeia qualquer filme que não seja comercial e tem aversão a cinema ‘cult’, apesar de não confessar. (sorry gals!) E pasmem: as duas gostaram do filme!

Como sou atriz, dou destaque também, a duas interpretações:

A de Rooney Mara que está outra pessoa como Lisbeth Salander. Além de ter feito TODOS os piercings da personagem de verdade, ela me fez sair do cinema com um sentimento lésbico de querer casar com ela ou de querer ser que nem ela. Não decifrei isso direito ainda, parece confuso, preciso de análise, mas juro que se encontrar essa garota na rua abraço ela!

E a interpretação de Stellan Skarsgår como Martin Vanger que me fez esquecer de prestar atenção na parte mais importante do filme para prestar atenção em como ele estava interpretando. UM GÊNIO! Merecia o Oscar ou qualquer prêmio que ‘O Artista’ ganhou ou está concorrendo!

Aos que leram os livros e tem medo de não gostarem do filme, porque tem um final diferente eu digo: ‘abre essa cabeça! O filme é tão foda (oops, bad words) quanto o livro e, olha que legal,você tem dois finais!!’

Corram para os cinemas! Vale muuuuito mais do que a pena ver esse filme!

Aqui o trailer:

Beijos,
Karol F. Garrett



Thu
26/01
2012

Mais um post, com mais um livro que vale muito apena ser lido! Dessa vez vou falar de ‘O livro perdido das bruxas de Salem’, um livro com uma temática que eu adoro: bruxas!

Quando era mais nova, lia tudo que aparecia sobre bruxas na minha frente. Meu filme favorito era Jovem Bruxas e eu achava realmente que era possível fazer alguém levitar com dois dedos e repetindo ‘leve como pena, dura como tábua’. Com o passar dos anos, tudo começou a fazer mais sentido na minha cabeça, e apesar de deixar de andar com um pentagrama pendurado no pescoço, ainda me sentia interessada pelas tais bruxas. Exemplo disso é a minha cachorra Phoebe! E NÃOOOOO, não é por causa da Phoebe dos F.R.I.E.N.D.S., é por causa da Phoebe do Charmed!

Sei que alguns podem achar até que boba essa história de gostar de bruxas, mas tenho certeza que todo mundo sabe sobre Salem, a inquisição, e que muitas pessoas foram mortas de formas absurdas e extremamente cruéis. O que pouca gente sabe é que muitos conseguiram escapar da morte e que a autora desse livro é descendente de uma delas.

Katherine Howe me pareceu escrever uma ‘autobiografia fantástica’ ao escrever esse livro. Ela é descendente de Elizabeth Howe,enforcada como bruxa em 1692, e de Elizabeth Proctor, que escapou da execução por estar grávida e acabou virando personagem da peça ‘Bruxas de Salem’ de Arthur Miller. E acho que é essa ligação com essas mulheres que deixa esse livro tão interessante.

Mas, chega de falar sobre a autora bruxa e vamos ao livro em si:


Livro: O livro perdido das bruxas de Salem

Autora: Katherine Howe

Editora: Suma de letras

Em 1692, Salem, Massachusetts, o cenário é de uma histérica caça às bruxas. Mais de 150 pessoas presas. Trinta enforcadas. Uma comunidade marcada para sempre pela desconfiança de que a pessoa ao lado poderia ser adepta da feitiçaria e adoradora do demônio. Em 1991, Coonie Goodwin, uma estudante de doutorado, se muda para a velha casa de seua avó, nas proximidades de Salem. Connie é prática, racional, cética. Mas a casa parece guardar segredos, lembranças de uma época em que a ciência se confundia com a fé- entre elas, uma Bíblia do século XVII. Dentro dela, uma chave. Enrolado na chave, um papel. Nele, um nome escrito: Deliverance Dane. Quem foi essa mulher? Como ela viveu, morreu e qual a sua relação com a casa? Ao desvendar este enigma, Connie mergulhará no passado da região e terá de reavaliar sua visão de mundo e sua própria identidade.

O livro é dividido em duas épocas. Em 1991, você conhece Connie, uma garota comum, meio nerd, estudando muito para o seu mestrado que tem tudo a ver com a sua história mas, ela não sabe. Ela divide o quarto na faculdade com a sua amiga Liz, que estuda línguas antigas, como latim e grego. Com a morte de sua avó, sua mãe -uma pessoa que é completamente oposta de Connie, com quem ela tem uma relação difícil- a incumbe de ir até a casa da sua avó, nas proximidades de Salem, e arrumar tudo para vendê-la. É ai, como num passe de mágica, que sua vida muda completamente! Ela aprende mais sobre si, arranja material para o seu mestrado e se mete na maior confusão que alguém poderia se meter. Ao mesmo tempo ela conhece Sam, um cara lindo (óbvio), que trabalha na restauração de uma igreja ali por perto e que vai ajudar muito Connie quando ela mais precisa, além de dar a ela um pouco de romance, claro!

Em 1692, você conhece a história de Mercy. Uma garota que sempre viveu com a sua mãe Deliverance –uma mulher cheia de conhecimento sobre plantas- em uma casinha simples em Marblehead, bem no meio da inquisição. Do mesmo jeito que Connie, Mercy tem a sua vida modificada por causa da sua mãe, e é com a narrativa dessas duas histórias, em tempos completamente diferentes, intercaladas que você vai viajando.

Não espere por bruxas voando em vassouras, e pode se surpreender quando a fé cristã entrar no meio da história. Mas nunca se esqueça de que a estória é baseada na história! E para não deixar ninguém passar reto por isso, e pra chamar um pouco de atenção (claro), a autora começa o livro com um fragmento de uma carta datada “Cidade de Salem, 16 de setembro de 1692”:


Hoje fiquei olhando enquanto Giles Corey era imprensado entre as pedras até a morte. Ele havia ficado daquele jeito por dois dias, mudo. A cada pedra lhe diziam que ele devia implorar, do contrário poriam mais pedras. Mas ele apenas sussurrava: “Mais peso.”. De pé no meio da multidão encontrei Deliverance Dane, que ficou branca, apertou a minha mão e chorou quando puseram a última pedra.

Aqui um vídeo que eu achei da autora contando um pouco sobre o livro:

Nunca conversei com uma pessoa que tenha lido esse livro e não tenha gostado! Então se você ainda não leu, aqui uma boa dica.

Beijos,
Karol F. Garrett



Mon
16/01
2012

Já ouviu falar nas Dolly Rockers? Se não, deveria!

Um pouco mais de dois anos – eu não me lembro como- eu me deparei com um vídeo dessas três garotas inglesas chamado ‘Gold Digger’ e fiquei viciada. Não só porque a música é boa, mas porque qualquer garota que saia pelas ruas causando e que use vestido com coturno, já me ganha. Se é inglesa então, já tem minha devoção!

Lucie, Daniele e Brooke ficaram conhecidas em 2006 por participarem do programa X-Factor mas só em 2009 que elas conseguiram assinar com uma gravadora e ai lançaram seu primeiro clip ‘Je suis en Dolly’, que foi gravado no metro de Londres. Como nenhuma banda pode ficar sem um pouco de drama, em dezembro de 2009 a integrante Lucie, saiu do grupo e deu lugar a morena Daniele. Mas, logo depois, ela voltou e então a banda ‘dispensou’ Brooke Challinor e a formação desde então é a mesma: Sophie, Daniele e Lucie.

Depois do clip, comecei a ver muitos outros vídeos delas pela internet, um inclusive ensinando a beber tequila! Infelizmente esse vídeo da tequila não está mais online (ou pelo menos eu não achei) mas, no canal do youtube das meninas, você encontra vídeos engraçadíssimos como o delas ensinando a fazer esse penteado super bacana que elas usam e delas causando nas ruas de Londres.

Além disso, elas são SUPER simpáticas! As sigo no twitter e elas sempre respondem as mensagens que os fãs mandam e estão sempre falando coisas engraçadas.

Pra ver se eu consigo viciar vocês também, aqui o primeiro vídeo que eu vi:

Elas são demais, né?! Já pode ser amiga de balada delas e sair pelas ruas londrinas usando roupas lindas, cabelão e coturno?

Espero que vocês tenham sido ‘Dolly Rockered’. Se foi, aqui a sua chance de começar o ano com estilo:

Vamos sortear um COLAR BEIJO (bem a cara das Dolls)! Tudo que você tem que fazer é seguir no twitter a Like a Toy Store e EUUUUU, twittar a seguinte frase:

Quero ganhar um BEIJO da @likeatoystore! http://bit.ly/AC1ggC #promobeijo

Depois é só comentar nesse post para validar a sua participação e torcer para ser a ganhadora! O resultado sai dia 20 de janeiro no twitter ;D

Beijos,
Karol F. Garrett



Tue
10/01
2012

Primeiro post de 2012 e eu resolvi começar bem contando um pouco sobre o filme que eu estava desesperada para ver nesse fim/começo de ano: IMORTAIS.

Vou ser sincera e contar a real razão de tamanho desespero: sou VICIADA no Henry Cavill. Clichê, porém real! Pra quem não sabe de quem eu estou falando (o que é uma pena), Henry é um ator britânico excelente que teve o seu talento reconhecido, primeiramente, em The Tudors- meu seriado favorito- onde participou das quatro temporadas como Charles Brandon, o melhor amigo do rei Henrique VIII. Agora ele é nada menos que o novo Super Homem e para dar um gostinho -e provar aos desacreditados- que ação é com ele mesmo, é a estrela de Imortais.

No filme Henry é Teseu, filho de uma mulher considerada prostituta, por quem ele tem verdadeira adoração. Eles vivem em uma aldeia em um lugar bem inusitado da Grécia, Teseu não tem amigos além de um senhor que mora na rua e o ensina desde criança a lutar. Ele se vê na obrigação de proteger a sua mãe do exército sanguinário do Rei Hipérion que se aproxima e por onde passa causa terror na sua tentativa incontrolável de tentar dominar o mundo e de libertar os Titãs -presos por Zeus- para o ajudar. Ao tentar sair da aldeia junto com os outros moradores, Teseu é proibido por causa da sua classe social, o fazendo ter que esperar mais um dia para poder fugir. Acontece que aí é tarde demais, Hipérion chega causando destruição, mortes e obrigando homens a serem seus escravos.

Depois de ver a mãe ser morta na sua frente, Teseu se torna escravo e é ai que ele conhece Freda – uma bela mulher que é o Oráculo de Sibeline e prevê o futuro não só da Grécia, mas do próprio Teseu- e decide juntar-se com outros escravos e começar a sua luta por vingança.

O filme é um espetáculo em muitos sentidos. Do mesmo diretor e produtores de 300, tudo é muito bem feito através de computação gráfica, e tem uma fotografia INCRÍVEL! Tem mudanças de cena que me deixaram maravilhada, um espetáculo para quem gosta de cinema bem feito. É repleto de atores incríveis como o próprio Henry Cavill, Freida Pinto, Mickey Rourke e Luke Evans, então é um show de interpretação. Tem muito sangue e cenas de lutas bem grotescas, com sangue voando e cabeças sendo cortadas, o que é um espetáculo para qualquer fã de filmes de ação; e é REPLETO de homens maravilhosos sem camisa, praticamente o filme inteiro, o que é um espetáculo para a mulherada que tem que acompanhar o namorado ao cinema. Ah… e também vale para fãs de Crepúsculo, pois Kellan Lutz faz parte do filme como Poseidon.

Eu, particularmente, só me senti um pouco perdida na parte do Monte Olimpo, que aparecem alguns deuses que ficam sem nome e você não entende muito bem. Falando em deuses e ficar meio perdida, segundo a minha amiga, Bruna (que é viciada em antiga Grécia e deuses), o filme não acompanha muito bem os mitos que conhecemos e deixam um pouco a desejar, mas como não entendo nada disso, não posso comentar e aconselho aos que queiram saber mais, lerem a resenha que ela fez. Ao meu ver, é uma liberdade poética do roteirista para dar margem a seqüência que parece que vai existir com o final desse filme.

Adorei! Minha expectativa era ver muito Henry Cavill (o homem mais belo do planeta) sem camisa e acabei ganhando muito mais que isso! Entretenimento de qualidade!

Para quem ainda tem dúvida se deve assistir ou não, deixo-os com o trailer:

Beijos,
Karol Freitas Garrett

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Sat
24/12
2011

Apesar de ser brasileira e de todos os leitores desse blog serem também do Brasil, decidi dividir um pouco do que sei sobre o Natal na Inglaterra, pois também sei que muitos de vocês, assim como eu, são apaixonados por aquele país.

NEVE: Nessa época do ano, lá é inverno e neva bastante. O Natal deles tem todo aquele clima de filme, onde tudo é branco e as pessoas se vestem com muitos agasalhos.

MISTLETOE: Diz a tradição anglo-saxônica, que um homem deve beijar uma garota que, sem ter idéia, se encontrar acidentalmente embaixo de um ramo de mistletoe pendurado no teto. Na verdade este costume vem da época dos druidas, que acreditavam que o beijo trocado embaixo da árvore mistletoe era sinal de amizade e boa vontade.

 

 

 

CHRISTMAS CAROLS: São aqueles grupos de pessoas que batem a sua porta cantando canções natalinas em troca de dinheiro para caridade.

 

TURKEY AND ALL TRIMMINGS: Ao contrário de nós, na noite do dia 24 eles não passam em volta da mesa comendo. Nessa noite eles passam juntos vendo programas especiais de Natal –nada de Roberto Carlos ou Xuxa. A comilança fica para o dia seguinte, quando eles se entopem de peru assado e recheado com carne de linguiça, batatas assadas, cenouras cozidas, repolho roxo refogado, couve de bruxelas, Yorkshire puddings, tudo regado com o gravy, que é o molho feito do caldo que sobrou na forma em que o peru foi assado.

 

CRACKERS: antes de toda essa comida, cada convidado recebe um cracker, que é um embrulho de bala gigante e duas pessoas puxam, um de cada lado do embrulho, até ele estourar e liberar um monte de papéis picados, uma coroa de papel, um brinquedo ou um ditado. Vocês já devem ter visto em filmes as pessoas usando essas coroas de papel, uma tradição antiga onde na idade média, eles usavam raminhos de mistletoe e outras plantas para montar essas coroas.

 

PRESENTES: Nada de presente a meia-noite ou em qualquer horário do dia 24. Todos vão dormir e no dia 25 de manhã a árvore está repleta de presentes que Papai Noel deixou, e ainda de pijamas, os presentes são trocados.

 

BOXING DAY: Depois de toda aquela comilança do dia 25, todos vão dormir cheios mas, já pensando no dia 26, o Boxing Day, que é o dia de juntar todo aquele peru, misturar com molho de cranberry, enfiar no pão e mandar ver.

 

 

Espero que vocês tenham gostado do post! E a vocês, brasileiros de plantão no calor e esperando a Missa do Galo, deixo meus votos de FELIZ NATAL, que o Papai Noel traga muitos presentes e principalmente muita paz.

 

Beijos,

 

Karol F. Garrett

 

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